Ensino de Matemática de 1950 a 2009

Relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda . Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo? ( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.

Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

Visão atual da escola

Texto retirado do blog Papo&Cia

Recebi, por email, a charge abaixo, que retrata com muita propriedade, a mudança radical ocorrida na Educação nas últimas décadas.
 

 
Embora a charge tenha uma conotação humorística, o tema não poderia passar despercebido e merece, portanto, uma breve reflexão que faço a seguir, sem nenhuma pretensão de ser a dona absoluta da verdade:

 

“É consenso entre os educadores, a perda da autoridade dos professores, em sala de aula, principalmente nas escolas particulares.
No passado, os alunos tinham por prática o hábito de se levantar quando da entrada do professor em sala de aula, como demonstração de respeito. Mas, os tempos são outros. A sociedade democratizou-se e esta atitude não cabe mais nos tempos atuais, pois poderia passar a idéia de autoritarismo.
Por outro lado, infelizmente, as famílias da sociedade contemporânea, por motivos diversos, perderam a autoridade sobre os seus filhos. Os pais sentem dificuldade de estabelecer regras claras quanto aos horários de estudo, lazer, alimentação e descanso.
Além disso, a mulher entrou com força no mercado de trabalho, para manter a sobrevivência da família ou dar continuidade a sua carreira. Assim, para atender a esses apelos, os filhos passaram a ser cuidados por babás ou colocados em creches, desde muito pequenos. Quando maiores, além da escola convencional, passaram a freqüentar cursos de línguas e/ou praticar algum esporte.
Esses profissionais, além de dar conta de suas funções, foram sendo conduzidos, pelas famílias, a assumir uma tarefa que não é de sua responsabilidade: a Educação das crianças e dos adolescentes.
Diante dessa situação, os professores não recebem o respaldo necessário para a prática educativa, em função da fragilidade dos limites impostos pelos pais a seus filhos. Em conseqüência, os alunos acabam transgredindo as regras e os limites impostos pela Escola, muitas vezes, com a conivência de suas próprias famílias. É o professor quem mais sofre com essa inversão de valores.
O assunto é polêmico e as causas são diversas. É preciso que a sociedade trace novos caminhos, para que a instituição Escola volte a ser respeitada e possa continuar na sua tarefa de produção de conhecimentos, essencial para a soberania de uma nação”.

 

Um exemplo a ser seguido

Vídeo mostra como professores conseguiram transformar uma escola municipal da cidade do Rio de Janeiro, em uma das melhores instituições públicas do estado. O segredo do sucesso é a motivação dos professores, bem como a participação dos pais.

Escola Municipal Minas Gerais

Para assistir ao vídeo clique no link abaixo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM975967-7823-O+RIO+QUE+QUEREMOS+UM+GRANDE+EXEMPLO+DE+ESCOLA,00.html

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

O presidente brasileiro assinou na segunda-feira (29) o decreto que estabelece o  cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil.

A reforma ortográfica vem sendo discutida desde 1990 pelos países que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa): Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

O Brasil será o primeiro país a implementar as regras oficialmente. As mudanças serão feitas de forma paulatina a partir de 1º de janeiro de 2009, com um prazo de conclusão até o início de 2013. O decreto determina que nos quatro anos de transição sejam aceitas as duas formas.

As mudanças devem atingir aproximadamente 0,5% das palavras adotadas no Brasil. Nos demais países as alterações podem alcançar 1,6%. As mudanças mais significativas estão relacionadas à acentuação de palavras, incluindo a extinção do trema.

Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de ‘k’, ‘y’ e ‘w’. A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como ‘kafka’ e ‘kafkiano’.

 

O que muda com a reforma da língua portuguesa

HÍFEN 

 

Não se usará mais:

 

1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”- como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”

 

TREMA


Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.

 

ACENTO DIFERENCIAL


Não se usará mais para diferenciar:


1. “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição)

2. “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo)
3. “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”)
4. “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo)

5. “pêra” (substantivo – fruta), “péra” (substantivo arcaico – pedra) e “pera” (preposição arcaica)

 

ALFABETO


Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”

 

ACENTO CIRCUNFLEXO

 

Não se usará mais:


1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”
2. em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” -que se tornam “enjoo” e “voo”

 

ACENTO AGUDO

 

Não se usará mais:


1. nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”
2. nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

 

GRAFIA

 

No português lusitano:


1. desaparecerão o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo” -que se tornam “ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”
2. será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão grafadas como no Brasil -”erva” e “úmido”

Avaliando os alunos brasileiros

Saeb, Prova Brasil, ENEM, Enade, Saresp…

Sobram avaliações na educação brasileira, mas na prática elas não resolvem a péssima qualidade do ensino no país, já que as políticas públicas para o setor estão estagnadas há muito tempo.

Os dados obtidos nas diversas avaliações do sistema educacional brasileiro deveriam nortear um esforço conjunto do governo federal e da sociedade civil, em prol de uma educação de qualidade. Mas, não é isso o que acontece. Em pleno século XXI, o Brasil ainda está há anos luz dos países de primeiro mundo e de muitos países da América Latina no mais importante setor de uma sociedade.

 

A seguir as avaliações que são aplicadas nos alunos brasileiros:

 

A avaliação do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) é aplicada pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) em estudantes do 6o e 9o anos do ensino fundamental e do 3o ano do ensino médio, a cada dois anos. Os alunos de escolas públicas e privadas – escolhidos por amostragem – resolvem  questões de Língua Portuguesa e de Matemática.

 

A Prova Brasil tem como objetivo avaliar alunos de 5o e 9ª anos, somente de escolas públicas. O exame é aplicado pelo MEC em todos os alunos da rede pública. As questões também são de Língua Portuguesa e de Matemática. A diferenaça entre O Saeb e a Prova Brasil é que esta possibilita a classificação do desempenho por escola.

 

O Enem ( Exame Nacional do Ensino Médio) é feito por alunos que já concluíram ou estão concluindo o ensino médio. Ele ocorre todo ano, é voluntário e depende da inscrição do participante. Sua nota atualmente é usada para melhor a pontuação em vestibulares públicos e privados e para seleção no ProUni (Programa Universidade para Todos), que dá bolsas a alunos carentes em universidades particulares. A avaliação contém questões que contemplam as diversas áreas do conhecimento e é de responsabilidade do MEC.

 

O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) é um dos procedimentos de avaliação do Ensino Superior. É aplicado anualmente em estudantes universitários. As áreas e os cursos a serem avaliadas no ano são selecionados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

 

Alguns estados brasileiros possuem o seu próprio sistema de avaliação anual, como é o caso do Saresp no Estado de São Paulo.

 

Além disso, a cada três anos alunos das escolas públicas e privadas são escolhidos por meio eletrônico, de forma aleatória, para participarem da avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). O Pisa é um programa internacional de avaliação comparada, cuja principal finalidade é produzir indicadores sobre a efetividade dos sistemas educacionais, avaliando o desempenho de alunos na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países. As avaliações incluem cadernos de prova e questionários, com ênfases distintas em três áreas: Leitura, Matemática e Ciências. Em cada edição, o foco recai principalmente sobre uma dessas áreas. Em 2000, o foco era na Leitura; em 2003, a área principal foi a Matemática e em 2006, Ciências. O Pisa, no Brasil, é coordenado pelo Inep.

 

O Ideb ( Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) não é um exame, mas um índice que é calculado a partir da nota da escola, cidade ou Estado na Prova Brasil e da taxa de aprovação também na escola, na cidade ou no Estado. O Ideb varia de 1 a 10. Quanto menos tempo o aluno demorar para passar de uma série para outra (menos reprovação), melhor será seu Ideb. Quanto melhor for o desempenho na Prova Brasil, também.

 

Inteligências múltiplas

A teoria das inteligências múltiplas foi desenvolvida, a partir da década de 1990, por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard liderada pelo psicólogo Howard Gardner. A equipe identificou e descreveu originalmente sete tipos de inteligência nos seres humanos e obteve grande impacto na educação no início da década de 1990. Mais recentemente, acrecentou-se à lista um oitavo e nono tipos, a inteligência naturalista e a inteligência existencial.

 

Descrição dos nove tipos de inteligência:

 

TIPO A – Lingüística: a palavra é o fundamental. Quem tem esse tipo de perfil tem talento com as linguagens escrita e falada, seja para compreender ou para se expressar. Próprio de redatores, professores e conferencistas.

 

TIPO B – Lógico-matemática: talento para o raciocínio, a investigação,  caracterizado pela facilidade em lidar com números. Pode ajudar tanto a advogados quanto a contadores.

 

TIPO C – Visual-espacial: coisa de quem sabe lidar com a imagem seja para decodificá-la rapidamente, seja para conseguir visualizá-la mesmo que não esteja impressa.

 

TIPO D – Musical: tem facilidade para identificar sons. Pode ser um talento musical. Ou um engenheiro de som. É como se a pessoa enxergasse através dos sons.

 

TIPO E – Corpóreo-cinestésica: o corpo é a ferramenta, o instrumento, ou seja, o contato físico é básico. O que vale para atores, atletas e para mecânicos, que usam a habilidade para fazer consertos.

 

TIPO F – Interpessoal: é bom em se relacionar com as pessoas: conhece bem o outro e sabe como tirar de cada um o que precisa. Característica de líderes, gestores, relações públicas.

 

TIPO G – Intrapessoal: é o tipo de pessoa que se conhece muito bem (seus limites e possibilidades), tendo capacidade de automotivação. Reservada, ela também é considerada um bom ouvinte (próprio de psicólogos, gurus e filósofos).

 

TIPO H – Naturalista: característica daqueles indivíduos que são talentosos em observar, entender e organizar categorias, especialmente as encontradas na natureza. Inclui naturalistas, botânicos e biblotecários.

 

TIPO I – Existencial: pessoas voltadas para questões fundamentais da existência. Hábeis em relacionar detalhes com o todo, como os filósofos e teólogos.

 

O Globo Online (23/06/2006) disponibilizou em sua página eletrônica um teste desenvolvido pelo professor e médico Maurício Peixoto, líder do Grupo de Aprendizagem e Cognição da UFRJ, que ajuda cada um a descobrir habilidades e deficiências mais marcantes:

“Uma determinada inteligência não define a carreira, mas pode modular a maneira como o profissional a exerce. Não necessariamente um lógico-matemático será engenheiro. E advogados também precisam trabalhar com a lógica na hora de defender seus clientes”, afirmou o doutor Peixoto.

“Da mesma forma, um atleta pode não ter a inteligência corpóreo-cinestésica bem acurada e um jornalista pode ser mais visual-espacial do que lingüista. Eles não deixam de ser menos competentes por isso” – explica o médico.

 

O teste desenvolvido pelo doutor Peixoto, analisa as sete primeiras inteligências.

Para fazer o teste, clique aqui.

Vale a pena conferir!  

 

Outras informações sobre o assunto, clique no link abaixo:

Inteligências múltiplas

Alfabetização é desafio da educação no país

Há, no Brasil, um círculo vicioso quando o assunto é Educação. Professores que não tiveram nos bancos escolares preparação e orientação adequadas não conseguirão, por conseguinte, dar a seus alunos uma educação de qualidade. No entanto, são esses profissionais os primeiros a serem apontados como os responsáveis pela falência do ensino no Brasil, quando na verdade é o descaso com a Educação, em todas as esferas de governo, o único responsável por esse fracasso, pois não temos no Brasil políticas públicas para a Educação, o setor mais importante de uma sociedade democrática e responsável.  

É por isso que a notícia que acabei de ler no G1 de que “64% dos jovens e adultos brasileiros que chegaram até a quarta série não conseguem ler e entender textos longos” não me surpreendeu. Como é possível cobrar uma Educação de qualidade se no país não existem políticas públicas para o setor? Como é que professores mal remunerados, desmotivados e desvalorizados podem , como num passe de mágica, transformar o ensino brasileiro num caso de sucesso?

É uma pena que a sociedade civil brasileira não consegue perceber que é também responsável por esse estado de coisas, já que não exige dos seus governantes a reversão desse quadro.

Outras informações sobre o assunto, clique no link abaixo:

64% dos jovens e adultos não conseguem entender textos longos

Linha de crédito para a compra de laptops

 

Muitos professores ainda estão em dúvida de como adquirir os computadores portáteis, dentro do projeto de inclusão digital, lançado pelo governo federal. Para tentar sanar as dúvidas, listei os principais itens da linha de crédito que o governo federal disponibilizará para os educadores.

 

Projeto Computador Portátil para professores

 

1. A quem se destina?

Apenas aos professores do ensino continuado dos níveis básico, profissional e superior, das escolas públicas e privadas.

 

2. Quanto custará cada laptop?

O preço final para o professor será de no máximo R$ 1 mil ,em 25 parcelas. Até o momento, as taxas de juros não foram informadas.

A compra também poderá ser feita à vista, exclusivamente, nas agências dos Correios.

 

3. Quem será o responsável pelos pedidos e entrega dos laptops?

Os Correios serão o integrador nacional do Projeto.

 

4. Como os Correios farão para viabilizar a compra e a entrega dos laptops?

Os professores serão atendidos nas Agências dos Correios que operem com o Banco Postal, onde poderão fazer os pedidos de compra do modelo de computador escolhido e contratar linha de crédito do Banco Postal.

As Agências dos Correios atenderão, também, os professores clientes de outros Bancos, cujos pedidos de financiamento e documentos serão enviados ao DFBAN para reenvio aos respectivos Bancos para aprovação do crédito.

 

5. Onde encontrar os modelos de computador portátil?

No site dos Correios, o professor encontrará informações sobre os modelos disponíveis, com preços e especificações.

 

6. Quais são as fases de operacionalização?

 Fase de Teste (de 11/08 a 09/09): nas cidades da Rede de Aprendizagem e nas cidades com melhor IDEB – Índice de Desenvolvimento de Educação Básica.

Fase 1 (de 10/09 a 08/10): nas capitais dos estados.

Fase 2 (a partir de 09/10): nas demais cidades.

 

Para maiores informações, clique:

www.correios.com.br/shopping/computadorparaprofessores

 

 

Inclusão digital “parcial”

 

Após a aprovação no Senado do piso salarial nacional, para os professores brasileiros, percebo um discurso que beira a acomodação.

É claro que foi dado um passo à frente para eliminar as terríveis desigualdades salariais, no entanto, não se pode perder o foco com relação ao caos que é a Educação no nosso país.

O Relatório de Monitoramento Global produzido em 2004 pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), dentre 127 países, o Brasil aparece em:

- 72º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação para Todos;

- 32ª posição no que se refere à educação primária universal;

- 87º em qualidade de ensino;

- 10º lugar entre os 16 países da América Latina.

Não vou nem citar os resultados medíocres no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), com relação aos conhecimentos, habilidades e competências em Matemática, Ciências e Leitura.

Estamos em 2008 e o planejamento estratégico do MEC para a Educação se resumiu, até o momento, em oferecer uma linha de crédito aos professores para a aquisição de computadores portáteis, isto é, o MEC está apostando todas as suas fichas, que a inclusão digital “parcial” fará o milagre de reverter a péssima qualidade de ensino em todos os níveis no Brasil.

Os computadores portáteis, para serem realmente úteis, dependem de outros elementos, como provimento de acesso à Internet e um mínimo de conhecimento em softwares aplicativos, caso contrário, serão transformados em simples máquinas de escrever.

 

Computadores portáteis para professores

 

O MEC (Ministério da Educação) publicou ontem – 23 de julho – no Diário Oficial da União, a Portaria no 6504, que regulamenta o “Projeto Computador Portátil para Professores”. O projeto destina-se aos cerca de 3,4 milhões de professores do ensino básico ao universitário. Ficam de fora professores de cursinhos pré-vestibulares, de escolas de música e de idiomas e de academias de ginástica.

Segundo o texto, para adquirir o computador, o professor deve estar na ativa do ensino básico, profissional e superior das instituições públicas e privadas credenciadas no MEC.

Os computadores portáteis serão vendidos, em condições facilitadas, com preço à vista de até R$ 1 mil, com frete e seguros incluídos. As vendas começam em setembro, nas capitais. Cada educador pode comprar apenas um computador.

O programa terá duas fases. Primeiro serão atendidas todas as capitais dos estados e ,depois, os outros municípios brasileiros. Antes disso, porém, o projeto será testado nos municípios que apresentarem maior Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), sendo um por estado, e também naqueles que mais se destacaram na pesquisa sobre Redes de Aprendizagem, feita pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em parceira com o MEC.

No início do ano letivo de 2008, os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro receberam, gratuitamente, computadores portáteis com placa de acesso à web embutida, dentro do projeto “Conexão Professor”, que prevê até o final de 2008, a entrega de 49 mil computadores para os docentes da rede pública estadual.

Dentro desse contexto, o mais lógico seria a distribuição gratuita de computadores portáteis a todos os professores das redes públicas municipais, estaduais e federais e linha de crédito aos professores da rede privada.

De qualquer modo, ambos os projetos representam um avanço para a Educação no nosso país.

 

Para obter outras informações sobre o projeto do governo federal clique em:

Projeto computadores portáteis para professores