Existe um consenso de que as tensões produzidas pela vida moderna influenciam negativamente as relações interpessoais, em todos os ambientes.
No ambiente escolar, onde as exigências crescem consideravelmente a cada ano, o stress produzido por turmas numerosas, indisciplina, falta de recursos para a prática educativa, péssima remuneração, ausência de retorno, dentre outros, pode desencadear a “Síndrome de Burnout” nos profissionais de educação, especialmente nos professores, que lidam mais diretamente com os alunos.
Além disso, o papel do professor sofreu uma série de transformações. Especialistas acreditam que as mudanças no papel dos professores estão intimamente ligados à evolução e transformação das famílias (passaram a exigir que as instituições escolares assumam a responsabilidade educativa de seus filhos), ao surgimento de novos agentes de socialização (meios de comunicação, consumo cultural) e ao conflito de ter de decidir quais valores deve transmitir aos seus alunos (dentre os vigentes na sociedade).
Na literatura sobre psicologia e psiquiatria, a síndrome é assim definida:
“O burnout (do inglês:”combustão completa”) é uma síndrome psicológica resultante de estressores interpessoais crônicos no trabalho e caracteriza-se por: exaustão emocional, despersonalização (ou ceticismo) e diminuição da realização pessoal (ou eficácia profissional).
A exaustão emocional (EE) caracteriza-se por fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de estar sendo exigido além de seus limites emocionais.
A despersonalização (DE) caracteriza-se por distanciamento emocional e indiferença em relação ao trabalho ou aos usuários do serviço.
A diminuição da realização pessoal (RP) se expressa como falta de perspectivas para o futuro, frustração e sentimentos de incompetência e fracasso. Também são comuns sintomas como insônia, ansiedade, dificuldade de concentração, alterações de apetite, irritabilidade e desânimo”.
É claro que essa síndrome afeta todos os profissionais ,mas se refere especialmente àqueles que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda, como médicos, enfermeiros, professores.
Uma pesquisa realizada com 244 professores americanos indicou quais estratégias mais utilizadas por esses profissionais,para lidar com o stress:
- Realizar atividades de relaxamento;
- Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
- Manter uma dieta balanceada e fazer exercícios;
- Discutir os problemas com colegas de profissão;
- Tirar o dia de folga;
- Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.
Para maiores informações sobre a Síndrome de Burnout leia no G1:
15% dos professores sofrem de esgotamento emocional
Fonte: http://www.scielo.br
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